Qual a relação da imunidade com a sua prótese protocolo?
Entenda como a mastigação pode influenciar sua saúde imunológica.
16 março 2020
Mastigação e imunidade: qual a relação com a sua prótese protocolo?
Se você usa prótese do tipo protocolo e tem dificuldades para mastigar, este conteúdo é para você. Vamos explicar de forma clara e confiável como a saúde bucal e a imunidade caminham juntas.
A qualidade da mastigação influencia diretamente a absorção de nutrientes e, com isso, a capacidade do seu corpo de se defender contra doenças.
Para entender melhor como a mastigação impacta a sua imunidade e por que uma prótese bem ajustada pode fazer muito mais pela sua saúde do que apenas melhorar o seu sorriso, vamos conversar um pouco sobre o sistema imunológico?
O sistema imunológico é a sua linha de frente
O sistema imunológico é o responsável por proteger o corpo contra ameaças externas como vírus, bactérias, fungos e parasitas. Para que isso aconteça de forma eficiente, suas células de defesa precisam de um combustível poderoso: nutrientes como água, vitaminas, proteínas, carboidratos, gorduras e minerais.
Quem também participa desse processo é o sistema linfático. Ele transporta a linfa, um fluido que carrega células imunológicas como linfócitos T e B, macrófagos, neutrófilos, eosinófilos, células dendríticas, células exterminadoras naturais, mastócitos e monócitos. Essas células patrulham o corpo em busca de agentes invasores.
Como o corpo reage a uma ameaça
Existem dois tipos principais de resposta imunológica: a inata e a adquirida.
Resposta imune inata
Essa é a primeira barreira de defesa. Ela não é específica, já nasce com a gente e funciona por meio de estruturas como a pele, as mucosas, a acidez do estômago, as enzimas da saliva e das lágrimas, e até os pelos e cílios do trato respiratório que bloqueiam impurezas.
Se um patógeno ultrapassa essas barreiras, as células invadidas liberam proteínas chamadas interferons. Esses sinais alertam as células vizinhas para se protegerem ou até se autodestruírem, impedindo que o invasor se espalhe.
Resposta imune adquirida
Esse tipo de resposta é específica e mais refinada. Ela ocorre quando o corpo já reconhece o invasor, e pode acontecer de duas formas: com ou sem anticorpos.
Resposta imune celular (sem anticorpos)
Na fase de ativação, células infectadas apresentam o antígeno ao linfócito T citotóxico, que se multiplica formando clones preparados para atacar.
Na fase efetora, esses linfócitos liberam enzimas como a perforina, que perfuram e destroem as células infectadas.
Resposta imune humoral (com anticorpos)
Na fase de ativação, o macrófago identifica o invasor e o apresenta ao linfócito T helper. Esse linfócito então libera sinais químicos chamados citocinas, que ativam os linfócitos B.
Na fase efetora, os linfócitos B se multiplicam. Alguns deles viram plasmócitos, que produzem anticorpos para combater o invasor. Outros se transformam em células de memória, preparadas para reagir mais rápido caso o mesmo patógeno apareça de novo.
Odio facilisis mauris sit amet massa vitae tortor.#### O que a mastigação tem a ver com tudo isso?
Agora que entendemos como o sistema imunológico funciona e depende de nutrientes para agir com eficiência, fica mais fácil perceber a importância da mastigação.
É na boca que tudo começa. Mastigar bem os alimentos é essencial para iniciar o processo digestivo de forma eficaz. Isso permite que o organismo absorva os nutrientes de maneira adequada, e são justamente esses nutrientes que alimentam as células de defesa, como os linfócitos T e B.
Quando existe dificuldade para mastigar, seja por falta de dentes ou pelo uso de uma prótese mal ajustada, a digestão pode ser comprometida e com ela, a absorção dos nutrientes também. O resultado disso é um sistema imune que não funciona em sua plena capacidade.
As células T, por exemplo, são diretamente afetadas por deficiências nutricionais. Tanto em casos de desnutrição quanto de excesso de peso, sua atuação pode se tornar menos eficiente, prejudicando a resposta imunológica.
Por isso, mastigar bem vai muito além do conforto ou da estética. É uma etapa fundamental para garantir que o seu corpo receba tudo o que precisa para se proteger.
E como os nutrientes chegam até as células de defesa?
Agora que você já conhece o papel do sistema imunológico e entende como ele depende de nutrientes para funcionar bem, é hora de dar um passo adiante. Afinal, de onde vêm esses nutrientes e como eles são aproveitados pelo corpo?
A partir da mastigação, os alimentos começam a ser quebrados em partes menores. Isso não só facilita o processo digestivo como também determina se o seu corpo vai conseguir ou não aproveitar os nutrientes presentes naquilo que você come.
Um paralelo: o corpo humano e um carro
Pense em um carro. Ele não sai do lugar só porque foi abastecido. Para que o motor funcione e o carro se movimente, vários mecanismos precisam entrar em ação quando viramos a chave:
- A bateria precisa acionar o motor de arranque
- O combustível é injetado nos cilindros
- A faísca da vela provoca a combustão
- A energia gerada movimenta os pistões
- Essa força é então transferida para as rodas
Com o nosso organismo, é parecido. Ingerir alimentos saudáveis não garante, por si só, que os nutrientes serão absorvidos. Para isso, o corpo precisa de uma sequência de ações bem executadas, e a primeira delas é mastigar bem.
Como o corpo digere os alimentos?
- A mastigação tritura e mistura o alimento com a saliva
- A saliva contém enzimas que quebram moléculas maiores dos alimentos
- A língua molda e empurra o bolo alimentar para o fundo da garganta para a deglutição
- O bolo segue pelo esôfago até o estômago
- No estômago, o bolo se mistura ao suco gástrico e se transforma em quimo, uma pasta semi-líquida
- O quimo segue para o duodeno, onde encontra enzimas digestivas do pâncreas e bile do fígado
- Ali, enzimas digestivas do pâncreas e a bile do fígado fragmentam ainda mais as moléculas
- No jejuno e no íleo (partes do intestino delgado), os nutrientes são absorvidos pelas vilosidades intestinais, pequenas projeções nas paredes do intestino que absorvem essas partículas reduzidas e as enviam para o sistema circulatório.
E é aqui que tudo se conecta ao sistema imunológico.
Os nutrientes absorvidos no intestino são transportados pelo sangue até as células do corpo, incluindo as células de defesa. Ou seja, a qualidade da sua digestão afeta diretamente o desempenho do seu sistema imune. Quando a mastigação é ineficiente, esse efeito em cadeia pode comprometer sua capacidade de combater infecções.
O que sobra desse processo segue para o intestino grosso, o organismo reabsorve a água e prepara o que não foi aproveitado para ser eliminado como fezes.
Esse é o caminho que permite que vitaminas, proteínas, carboidratos, gorduras e minerais entrem na corrente sanguínea e cheguem até as células. Mas nada disso acontece da forma correta sem uma mastigação eficiente no início do processo.
O papel dos dentes e das próteses
A mastigação é responsável por transformar alimentos em pedaços menores, permitindo que as enzimas digestivas ajam com mais eficiência. Cada grupo de dentes tem uma função mecânica importante:
- Incisivos cortam
- Caninos rasgam
- Pré-molares esmagam
- Molares trituram
Se algum desses dentes está ausente ou se a prótese não está funcionando corretamente, o corpo precisa compensar, e isso pode prejudicar todo o sistema digestivo.
Além disso, a saliva produzida durante a mastigação contém enzimas hidrolíticas. como a amilase. Elas quebram as ligações químicas das macromoléculas, permitindo a transformação em nutrientes absorvíveis. Esse processo continua no estômago e no intestino, mas depende da primeira etapa estar bem feita: a mastigação.
“Quando você perde os dentes e a mastigação está comprometida, não é só o prazer de comer ou a estética que está em jogo, é a sua saúde como um todo.
O corpo humano não é uma máquina
A analogia com o carro ajuda a entender os passos, mas existe uma grande diferença: não somos feitos de peças que podem ser trocadas com facilidade. Quem usa prótese do tipo protocolo sabe disso melhor do que ninguém. Repor uma função exige adaptação, acompanhamento e conhecimento.
Nada é “só um incômodo” quando falamos da sua saúde.
O que começa como algo simples de resolver pode evoluir e impactar sua qualidade de vida.
Problemas como dor, dificuldade para limpar, mau cheiro, dente quebrado ou parafuso soltonão aparecem por acaso. Eles indicam que sua prótese protocolo pode estar te dando sinais de desgaste ou falha e não devem ser ignorados.
Se você sente dificuldade para mastigar, está com dúvidas sobre a adaptação da sua prótese ou quer entender melhor como isso pode estar afetando a sua saúde, fale com a ImplaOss e receba um atendimento transparente e focado em soluções reais.
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